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Iniciei a entalhar madeira em 1974, por influência de uma professora de artes. Em 1987 entrei para o Banco do Brasil com a meta de montar uma marcenaria para então sair do mesmo.
Por três anos consecutivos trabalhei junto ao FUNDEC (Fundo de Desenvolvimento Comunitário) do Banco do Brasil, com atuação em três municípios, onde desenvolvemos um trabalho comunitário que foi reconhecido como "modelo" para o Estado de Minas Gerais. Em 1990 pedi demissão do banco para dar continuidade a uma atividade que havia iniciado em 1987, paralela à pesquisa em marcenaria e tecelagem. Neste momento nascia a Oficina dos Fios (Arte e Jeito Ltda), firma que produzia uma vasta gama de produtos têxteis artesanais, contando com 20 tecelãs, 60 fiandeiras, manufaturando artesanalmente a lã, além de costureiras, marceneiros, montadores de calçados e bolsas e equipe de apoio. Pela necessidade da própria firma desenvolvi uma linha de equipamentos de tecelagem e fiação artesanal que posteriormente passaram a ser comercializados em todo o Brasil. Empregando donas de casa, mulheres de colonos e idosos, que desenvolviam as atividades em sua própria residência, a Oficina dos Fios conseguiu ter uma atuação social de
grande alcance, ajudando no aumento da renda familiar, no resgate da cidadania e de uma tradição que estava esmaecendo.
Esta experiência abriu as portas para atuarmos de uma maneira mais ampla. Assim, a partir do 2º semestre de 1991, começamos a contribuir para a implantação de projetos comunitários e, em 1993, em parceria com a EMATER - PR (e posteriormente com outros órgãos), passamos a atuar em toda a região sul. Nesta ocasião tivemos participação em mais de cinquenta projetos comunitários, ora ajudando a estruturar e implantar o mesmo, ora atuando na formação técnica e ajudando a estruturar uma linha de produtos, ora quantificando e fornecendo equipamentos.
Em 1998 vislumbrei todo o potencial do bambu e resolvi investir na pesquisa das formas de tratamento e manufatura de artefatos com este material, tendo como meta ter um domínio que me possibilitasse atuar na construção civil utilizando basicamente o bambu. Nasce assim A Bambuzeria, onde desenvolvemos uma linha de luminárias, velas e vasos em bambu gigante e começamos a atuar no paisagismo com construção de quiosques, cercas e balizadores para jardim.
No ano de 1999 tive participação ativa na fundação da ARATAM, Associação dos Artesãos das Terras Altas da Mantiqueira, tendo sido seu vice-presidente, presidente e membro ativo, ajudando na consolidação da mesma.
Em 2000 fui convidado pelo Sebrae-MG para atuar como designer no Programa Sebrae de Artesanato, atividade que me dedico até hoje.
Atualmente estamos também implantando um projeto de uma bambuzeria com as pessoas deslocadas pela inundação da Represa de Funil.
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